Presa Voraz- Capítulo II
Naquela manhã, Akemi acordou toda dolorida. Se levantando ainda meio zonza, foi primeiramente ao banheiro escovar os dentes, se perguntando o por que de ter dormido ali. Então pegou a escova, passou o creme dental e a colocou na boca. Quando começou a mover a escova, todo o jantar na noite anterior lhe voltou a memória de uma vez, como uma bala. Lágrimas escorreram por seu rosto enquanto ela se ajoelhou mas ainda segurando a pia em sua frente. A idéia de ter que dividir a cama com aquele pervertido que só a via como um troféu fazia o coração de Akemi arder em puro ódio contra Mitsuki.
Após algum tempo ela se acalmou e terminou seu ritual diário e voltou a seu quarto, pois ainda estava com o vestido que usará na noite anterior. Pegou então uma blusa branca e uma saia rosa, e terminando de se vestir desceu a cozinha tomar café. Seu pai, há horas já havia acordado e ido trabalhar, se importava mais com sua reputação do que com a própria familia. Akemi pegou duas torradas, um ovo, três pedaços de bacon e uma xícara de café puro, se alimentou e foi para o jardim atrás de sua casa. Ela foi para o canto mais distante do terreno, se sentando em um banco na sombra de um pêssegueiro. A garota sempre ia para lá quando estava deprimida, quem a conhecia bem nem precisava vê-la, só de saber que ela estava com aquela árvore já era o bastante para concluirem que ela estava mal.
Hiroshi chegou por trás e passou seus braços pelo pescoço de Akemi, que gemeu baixo demais para qualquer um além dela notar.
-O que foi que te deixou assim Ake?- perguntou o rapaz com roupas de trabalho por trás do banco onde estava a ruiva.
-Você não soube? Nosso relacionamento terá de acabar, agora eu sou noiva do Mitsuki.- Respondeu ela tentando se manter calma, mas ao ouvir a própria voz proferindo tais palavras a fez desmoronar em lágrimas novamente.
-Calma, me explica isso direito.- Pediu Hiroshi se sentando no banco e limpando as lágrimas de Akemi.
-Meu pai vai me obrigar a me casar com o Mitsuki.
-E você quer isso?- Perguntou ele em um tom visivelmente abalado.
-É claro que não! Eu te amo e não vou me casar com ninguém além de você Hiro.- Respondeu Akemi enchendo os olhos d'água novamente.
-Então vamos embora.- Disse Hiroshi em um tom sério.
-O que?- Perguntou confusa.
-Vamos embora. Fiaz algum tempo que eu venho juntando dinheiro para irmos, eu já sabia que não poderiamos ficar juntos se continuassemos aqui. Tem um carro velho no celeiro que eu consertei e preparei pra quando precisassemos dele. O que me diz?
Era muita coisa para absorver de uma vez só, muitas eram as possibilidades de falhas. Para onde iriam? O que fariam? Do que viveriam?
-Sim.- Respondeu Akemi se enchendo de coragem.
-Então vamos! Arrume suas coisas pra levar pro carro.- Disse de modo autoritário.
Akemi correu para se quarto, trancou a porta e pegou uma mala que já não usava a anos e começou a guardar suas roupas. Quando terminou, foi para a janela tentar avistar Hiroshi, que já estava lá a esperando.
-Terminou?
-Sim, coloquei minhas coisas na mala.
-Então joga ela, se sair pela casa com uma mala nem conseguirá chegar aqui fora.
Akemi então pegou sua bagagem e a colocou para fora da janela, a abaixou o máximo que pode para minimizar a queda do terceiro andar e a soltou. Quando Hiroshi a pegou, quase caiu, mas conseguiu se manter em pé. Quando Akemi chegou até ele, os dois foram para o celeiro, e ela viu um pano cobrindo o algo grande no canto do lugar. Hiroshi então colocou a mala no chão e puxou o pano revelando um carro velho, azul escuro com a pintura desbotando. Ele então levou os pertences de Akemi para o porta malas, que já possuia uma bolsa grande pertencente a ele.
-Meu pai disse que quando sua familia se mudou para cá esse carro estava aqui quebrado, Hideki o mandou se livrar do carro, mas meu pai o guardou e concertou quase tudo, meu trabalho foi minimo. Eu já guardei suprimentos.- Disse apontando para variás coisas que estavam ali ao lado.- Tem água, comida, fósforos, cobertores, e mais comida. Eu roubei um pouco de gasolina do carro do seu pai a alguns meses, então o tanque tá cheio e tem dois galões extras pra caso precisarmos abastecer antes de encontrar um posto. Vamos sair de madrugada pra chamar o minimo de atenção possivel.
-Tá bem mas pra onde vamos?
-Quando eu era adolescente a faxineira me disse que ela veio de uma vila pequena 500km ao norte daqui chamada Hinamizawa. Se chegarmos lá eu posso arrumar um emprego em algum lugar que tenha um quarto e você fica lá enquanto eu trabalho até podermos comprar um lugar nosso.
-Ficar lá o dia todo enquanto você trabalha que nem um cavalo? Sem chance, eu vou trabalhar também.
-Tem certeza? Eu não quero que você tenha que se machucar pra nos mantermos.
-Nós estamos nessa juntos. Se você vai se machucar eu também vou.- Disse estufando o peito.
Hiroshi então riu um pouco.
-Você é realmente uma mulher maravilhosa.- Disse a abraçando.- Já ia me esquecendo de uma coisa.
Ele então pegou um machado e colocou no porta malas.
-Só pro caso de precisarmos.
Então Hiroshi trancou novamente o carro e o cobriu com o pano.
-Quando chegar a hora eu vou colocar uma escada na sua janela, até lá aja naturalmente.
Os dois então se despediram. Hiroshi voltou ao seu trabalho de jardineiro e Akemi foi para o jardim em baixo de uma árvore. Ela deitou lá por alguns minutos quando sentiu uma mão tocar seu ombro. Ao levantar assustada viu Mitsuki segurando uma cesta de piquenique.
-E ai bela adormecida, te procurei por todo canto.
-Finge que não me achou e continua procurando.
-Nossa, porque tanto mal humor?
-O que você quer afinal?
-Almoçar com minha futura esposa.- Diz ele levantando a cesta.
-Eu não vou me casar com você.
Ele então ignora a frase de Akemi e retira da cesta um prato com uma peça de queijo e uma faca, um cacho de uvas, pães, uma garrafa de vinho e duas taças. Mitsuki corta uma fatia de queijo e coloca em um prato com um pão, algumas uvas e serve uma taça de vinho.
-Não seja timida meu amor, coma.- Diz ele sorrindo.
-Já disse que não vou me casar com você, prefiro morrer a ser sua esposa.
Mitsuku se irrita, pula em Akemi e a prende no chão segurando suas mãos com uma das suas.
-Você ainda não entendeu? Eu venci! Você é minha noiva e vamos nos casar. Na nossa lua de mel eu vou abusar tanto de você.- Disse ele lambendo os lábios.- Aliás, por que não começar agora?- Desse então sua mão livre para as coxas de Akemi. Mitsuki acaricia vagarosamente seu corpo enquanto ela luta para se soltar. Então ele força sua língua pela garganta dela, apreciando cada momento.
Akemi lutava o máximo que podia, até que solta sua mão direita, e por impulso, a leva até a faca e a empunhando, perfura as costas de Mitsuki, que grita e se levanta. Ela não enxergava mais nada, sua visão estava tomada pelo ódio, então com um grito ela libera toda sua fúria e atravessa a faca no pescoço de Mitsuki. O sangue esguicha sujando toda a roupa de Akemi, que sem entender o que havia acontecido, joga o corpo para o lado, e com as pupilas dilatadas, a adrenalina no sangue e um sorriso demonstrando surpresa, ela lhe diz:
-Acabou.
Então é isso galera, deixem nos comentários o que acharam do conto, qualquer dúvida ou sugestão fiquem a vontade para perguntar, se encotrarem algum erro avisem, curtam a página oficial do blog no Facebook https://m.facebook.com/O-Mundo-De-Haseo-171444930147518/?ref=bookmarks, e até a próxima.
Após algum tempo ela se acalmou e terminou seu ritual diário e voltou a seu quarto, pois ainda estava com o vestido que usará na noite anterior. Pegou então uma blusa branca e uma saia rosa, e terminando de se vestir desceu a cozinha tomar café. Seu pai, há horas já havia acordado e ido trabalhar, se importava mais com sua reputação do que com a própria familia. Akemi pegou duas torradas, um ovo, três pedaços de bacon e uma xícara de café puro, se alimentou e foi para o jardim atrás de sua casa. Ela foi para o canto mais distante do terreno, se sentando em um banco na sombra de um pêssegueiro. A garota sempre ia para lá quando estava deprimida, quem a conhecia bem nem precisava vê-la, só de saber que ela estava com aquela árvore já era o bastante para concluirem que ela estava mal.
Hiroshi chegou por trás e passou seus braços pelo pescoço de Akemi, que gemeu baixo demais para qualquer um além dela notar.
-O que foi que te deixou assim Ake?- perguntou o rapaz com roupas de trabalho por trás do banco onde estava a ruiva.
-Você não soube? Nosso relacionamento terá de acabar, agora eu sou noiva do Mitsuki.- Respondeu ela tentando se manter calma, mas ao ouvir a própria voz proferindo tais palavras a fez desmoronar em lágrimas novamente.
-Calma, me explica isso direito.- Pediu Hiroshi se sentando no banco e limpando as lágrimas de Akemi.
-Meu pai vai me obrigar a me casar com o Mitsuki.
-E você quer isso?- Perguntou ele em um tom visivelmente abalado.
-É claro que não! Eu te amo e não vou me casar com ninguém além de você Hiro.- Respondeu Akemi enchendo os olhos d'água novamente.
-Então vamos embora.- Disse Hiroshi em um tom sério.
-O que?- Perguntou confusa.
-Vamos embora. Fiaz algum tempo que eu venho juntando dinheiro para irmos, eu já sabia que não poderiamos ficar juntos se continuassemos aqui. Tem um carro velho no celeiro que eu consertei e preparei pra quando precisassemos dele. O que me diz?
Era muita coisa para absorver de uma vez só, muitas eram as possibilidades de falhas. Para onde iriam? O que fariam? Do que viveriam?
-Sim.- Respondeu Akemi se enchendo de coragem.
-Então vamos! Arrume suas coisas pra levar pro carro.- Disse de modo autoritário.
Akemi correu para se quarto, trancou a porta e pegou uma mala que já não usava a anos e começou a guardar suas roupas. Quando terminou, foi para a janela tentar avistar Hiroshi, que já estava lá a esperando.
-Terminou?
-Sim, coloquei minhas coisas na mala.
-Então joga ela, se sair pela casa com uma mala nem conseguirá chegar aqui fora.
Akemi então pegou sua bagagem e a colocou para fora da janela, a abaixou o máximo que pode para minimizar a queda do terceiro andar e a soltou. Quando Hiroshi a pegou, quase caiu, mas conseguiu se manter em pé. Quando Akemi chegou até ele, os dois foram para o celeiro, e ela viu um pano cobrindo o algo grande no canto do lugar. Hiroshi então colocou a mala no chão e puxou o pano revelando um carro velho, azul escuro com a pintura desbotando. Ele então levou os pertences de Akemi para o porta malas, que já possuia uma bolsa grande pertencente a ele.
-Meu pai disse que quando sua familia se mudou para cá esse carro estava aqui quebrado, Hideki o mandou se livrar do carro, mas meu pai o guardou e concertou quase tudo, meu trabalho foi minimo. Eu já guardei suprimentos.- Disse apontando para variás coisas que estavam ali ao lado.- Tem água, comida, fósforos, cobertores, e mais comida. Eu roubei um pouco de gasolina do carro do seu pai a alguns meses, então o tanque tá cheio e tem dois galões extras pra caso precisarmos abastecer antes de encontrar um posto. Vamos sair de madrugada pra chamar o minimo de atenção possivel.
-Tá bem mas pra onde vamos?
-Quando eu era adolescente a faxineira me disse que ela veio de uma vila pequena 500km ao norte daqui chamada Hinamizawa. Se chegarmos lá eu posso arrumar um emprego em algum lugar que tenha um quarto e você fica lá enquanto eu trabalho até podermos comprar um lugar nosso.
-Ficar lá o dia todo enquanto você trabalha que nem um cavalo? Sem chance, eu vou trabalhar também.
-Tem certeza? Eu não quero que você tenha que se machucar pra nos mantermos.
-Nós estamos nessa juntos. Se você vai se machucar eu também vou.- Disse estufando o peito.
Hiroshi então riu um pouco.
-Você é realmente uma mulher maravilhosa.- Disse a abraçando.- Já ia me esquecendo de uma coisa.
Ele então pegou um machado e colocou no porta malas.
-Só pro caso de precisarmos.
Então Hiroshi trancou novamente o carro e o cobriu com o pano.
-Quando chegar a hora eu vou colocar uma escada na sua janela, até lá aja naturalmente.
Os dois então se despediram. Hiroshi voltou ao seu trabalho de jardineiro e Akemi foi para o jardim em baixo de uma árvore. Ela deitou lá por alguns minutos quando sentiu uma mão tocar seu ombro. Ao levantar assustada viu Mitsuki segurando uma cesta de piquenique.
-E ai bela adormecida, te procurei por todo canto.
-Finge que não me achou e continua procurando.
-Nossa, porque tanto mal humor?
-O que você quer afinal?
-Almoçar com minha futura esposa.- Diz ele levantando a cesta.
-Eu não vou me casar com você.
Ele então ignora a frase de Akemi e retira da cesta um prato com uma peça de queijo e uma faca, um cacho de uvas, pães, uma garrafa de vinho e duas taças. Mitsuki corta uma fatia de queijo e coloca em um prato com um pão, algumas uvas e serve uma taça de vinho.
-Não seja timida meu amor, coma.- Diz ele sorrindo.
-Já disse que não vou me casar com você, prefiro morrer a ser sua esposa.
Mitsuku se irrita, pula em Akemi e a prende no chão segurando suas mãos com uma das suas.
-Você ainda não entendeu? Eu venci! Você é minha noiva e vamos nos casar. Na nossa lua de mel eu vou abusar tanto de você.- Disse ele lambendo os lábios.- Aliás, por que não começar agora?- Desse então sua mão livre para as coxas de Akemi. Mitsuki acaricia vagarosamente seu corpo enquanto ela luta para se soltar. Então ele força sua língua pela garganta dela, apreciando cada momento.
Akemi lutava o máximo que podia, até que solta sua mão direita, e por impulso, a leva até a faca e a empunhando, perfura as costas de Mitsuki, que grita e se levanta. Ela não enxergava mais nada, sua visão estava tomada pelo ódio, então com um grito ela libera toda sua fúria e atravessa a faca no pescoço de Mitsuki. O sangue esguicha sujando toda a roupa de Akemi, que sem entender o que havia acontecido, joga o corpo para o lado, e com as pupilas dilatadas, a adrenalina no sangue e um sorriso demonstrando surpresa, ela lhe diz:
-Acabou.
Então é isso galera, deixem nos comentários o que acharam do conto, qualquer dúvida ou sugestão fiquem a vontade para perguntar, se encotrarem algum erro avisem, curtam a página oficial do blog no Facebook https://m.facebook.com/O-Mundo-De-Haseo-171444930147518/?ref=bookmarks, e até a próxima.
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